Mas aí, entre a parafernália de roubalheira, destacam-se
pessoas como o tal do Joaquim Benedito Barbosa. Não, ele não é santo, mas
tornou-se herói diante de toda essa vergonha impudente que atinge nosso país
desde 2005, mais conhecido como Mensalão e que há 35 dias está sendo julgada. E
cá pra nós, é aviltante olharmos “nossa” sociedade e qualificarmos um ser
humano como herói por ele ser honesto, íntegro e incorruptível. Todos não
deveriam ser assim? Não, o correto é raro e o errôneo é corriqueiro. Infelizmente
já nos acostumamos com isso.
Sinto-me mais péssima ainda, pois para mim, se
acostumar com a corrupção é ser conivente com ela. E é a partir daí que meu
inconformismo se alimenta com a ideia de eleições, segundo turno, propaganda
eleitoral e eleitores sendo protagonistas da asneira, hoje habitual. E quem são
os asnos? Claro, nós! Que dispomos do nosso belo domingão obrigatoriamente indo
às urnas para votarmos nas “figuras parlamentares” charlatãs que juraram em
rede nacional serem diferentes do que estamos acostumados a ver.
Não dispomos de uma hora para pesquisarmos
sobre a vida do condenado, nem para ler o plano de governo, ou saber se o cara
tem antecedente criminal... NADA! Ah, o número é fácil, 123456, vou votar. Ele
tem a cara do povão... E desde quando cara traduz competência?
A sociedade não se mobiliza em uníssono para
derrubar essa névoa de sujeira. Cada um por si e o resto que se vire. E estamos
nos virando bem. Sobreviver a tudo isso é bom. Não é o suficiente, mas é bom. E
assim caminhamos, regidos por uma democracia que transforma nosso direito em
dever, elegendo governistas que roubam os cofres alimentados por nós, a
obrigação do governo quando feita sendo tratada como bondade ultra-humana e o
eventual se tornando habitual, sem que nós façamos nada para mudar,
satisfazendo-nos com o suficiente, nada além disso.
Tudo está em nossas mãos, mas não conseguimos
tomar atitudes que mobilizem o país, porque preferimos confiar nos candidatos
com novas propostas, do que na nossa capacidade de mudança de pensar e de agir.
E aí, serão mais quatro anos de mandatos de prefeitos e vereadores que
recolherão nosso acesso aos direitos constitucionais, sem que nós
reivindiquemos ao menos justificativas. Burrice nossa, que não procuramos
antes, justificativas para elegermos esses “cidadãos”.
Mulher Maravilha, Boi, Cosme do Gás, Fumassa –
sim, com SS – Fulana do Samu, Beltrano da Tatoo... Um país que elegeu Tiriricas
como representantes FEDERAIS não é capaz de gerar Joaquin's Barbosa. E da
maneira como caminha (?) essa humanidade, eles se transformarão cada vez mais
parecidos com dinossauros. A não ser que você encontre um, toda vez que sai de
casa...
Claro, que esse dia 28 será um domingo perdido
para a maioria de nós, mas talvez, para os próximos outubros, tenhamos uma
ideia um pouco mais inteligente do que é comparecer às urnas com nossos
assaltantes escolhidos.
Bom feriado!

Eleição é a democracia. E na democracia todo mundo pode querer representar o povo. Apto ou não, os eleitores e a Ficha Limpa, irão escolher com quem eles se identificam.
ResponderExcluirMulher Maravilha, Boi, Cosme do Gás, Fumassa são representantes tão populares quanto o Lula. E a democracia não é a livre escolha do povo? Enquanto houver gente mais pobre que gente rica, os candidatos que ajudarem os pobres a se desenvolverem, serão mais populares. Justíssimo.
O que garante que Sargento Juliano, Dr Marcelo, Dr Israel (aaah, Doutores! [ mas sem mestrado ou doutorado])serão melhores?
Até agora não entendi a glorificação do Joaquim Barbosa pelo Facebook. Os outros ministros, com exceção do Lewandô, também votaram a favor da condenações nos envolvidos.
O Tiririca, aliás, foi eleito um deputado exemplar. Se mudou para Brasilia com a família e não perde uma sessão na câmara. http://exame.abril.com.br/brasil/politica/noticias/tiririca-e-eleito-um-dos-melhores-deputados-do-ano
Esse ódio do políticos é vendido pela mídia para que a pouco tirarem sua liberdade e poder de escolher, o que a sociedade lutou e demorou para conquistar.