por eugenia victa
A opção sexual tem ganhado grande relevância no contexto social moderno. Cada vez mais, as pessoas se preocupam com o que fazem as outras pessoas, como fazem e com quem fazem. Mas, esse é um assunto de foro tão íntimo, você acha que isso tem realmente importância?
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Ser versátil é uma qualidade muito cobrada no ser humano. É preciso saber lidar com as diferentes situações que a vida nos impõe, é importante ter jogo de cintura, é fundamental saber "se virar" em qualquer circunstância. Mas, quando se trata da sexualidade, muitos ainda arregalam os olhos se o assunto é bissexualidade. Ser "flex" nesta área ainda é motivo de escândalo. Mas, se formos realmente aprofundar no tema, o amor tem sexo? Para ser ainda mais incisiva, o sexo com pessoas do sexo oposto não é uma questão de procriação? Pensando assim, todos estamos cometendo "pecado" quando nos relacionamos por puro prazer. E se ainda formos entrar mais no assunto teremos um livro pra debater. A verdade é que a sexualidade é uma particularidade de cada um. O que sabemos é eu, quem opta por relações com o mesmo sexo terá a impossibilidade de procriar com o(a) parceiro(a). Mas, resume-se a isso. As outras diferenças devem ser administradas apenas socialmente, devido a nossa cultura. Mas que isso é invasão de privacidade e puro preconceito.
Ser versátil é uma qualidade muito cobrada no ser humano. É preciso saber lidar com as diferentes situações que a vida nos impõe, é importante ter jogo de cintura, é fundamental saber "se virar" em qualquer circunstância. Mas, quando se trata da sexualidade, muitos ainda arregalam os olhos se o assunto é bissexualidade. Ser "flex" nesta área ainda é motivo de escândalo. Mas, se formos realmente aprofundar no tema, o amor tem sexo? Para ser ainda mais incisiva, o sexo com pessoas do sexo oposto não é uma questão de procriação? Pensando assim, todos estamos cometendo "pecado" quando nos relacionamos por puro prazer. E se ainda formos entrar mais no assunto teremos um livro pra debater. A verdade é que a sexualidade é uma particularidade de cada um. O que sabemos é eu, quem opta por relações com o mesmo sexo terá a impossibilidade de procriar com o(a) parceiro(a). Mas, resume-se a isso. As outras diferenças devem ser administradas apenas socialmente, devido a nossa cultura. Mas que isso é invasão de privacidade e puro preconceito.
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Preocupamo-nos muito com o que os outros vão pensar, com o que os outros vão falar. A língua é instrumento cortante, até mesmo mortal. E o ser humano é capaz de grandes crimes com o mau uso da língua. Um deles é a difamação. Difamar alguém é atentar contra a sua vida, sua individualidade, seu livre direito de ser o que quiser. Quem é que paga suas contas no fim do mês? Certamente, não é nenhum dos que falam a respeito de sua vida, pelo contrário. Em geral, as pessoas que nos ajudam torcem por nós, tanto que nos auxiliam e acompanham. Aqueles que se intrometem, que invejam, que desejam o nosso insucesso, encarregam-se apenas da própria vidinha mesquinha e sem sal, e, se bobear, nem dão conta dos próprios acertos ou, até mesmo, são enrustidos nas próprias escolhas que fizeram para suas vidas. E não é para o vizinho mal amado e nem pra sociedade que teremos que prestar contas. Nunca vi nenhum ensinamento que nos dissesse para amar com restrições. É muito comum pessoas mal-resolvidas criticarem nas outras aquilo que gostariam de ser ou fazer e não conseguiram. Aí, o ataque é sua única defesa para aceitar a derrota pessoal de conviver com a insatisfação. E a sexualidade é o principal alvo: estamos cansados de ver homossexuais e bissexuais não revelados criticando, feito "machões ou beatas", a vida dos outros. Deus deu a vida pra cada um cuidar da sua, não é?
Preocupamo-nos muito com o que os outros vão pensar, com o que os outros vão falar. A língua é instrumento cortante, até mesmo mortal. E o ser humano é capaz de grandes crimes com o mau uso da língua. Um deles é a difamação. Difamar alguém é atentar contra a sua vida, sua individualidade, seu livre direito de ser o que quiser. Quem é que paga suas contas no fim do mês? Certamente, não é nenhum dos que falam a respeito de sua vida, pelo contrário. Em geral, as pessoas que nos ajudam torcem por nós, tanto que nos auxiliam e acompanham. Aqueles que se intrometem, que invejam, que desejam o nosso insucesso, encarregam-se apenas da própria vidinha mesquinha e sem sal, e, se bobear, nem dão conta dos próprios acertos ou, até mesmo, são enrustidos nas próprias escolhas que fizeram para suas vidas. E não é para o vizinho mal amado e nem pra sociedade que teremos que prestar contas. Nunca vi nenhum ensinamento que nos dissesse para amar com restrições. É muito comum pessoas mal-resolvidas criticarem nas outras aquilo que gostariam de ser ou fazer e não conseguiram. Aí, o ataque é sua única defesa para aceitar a derrota pessoal de conviver com a insatisfação. E a sexualidade é o principal alvo: estamos cansados de ver homossexuais e bissexuais não revelados criticando, feito "machões ou beatas", a vida dos outros. Deus deu a vida pra cada um cuidar da sua, não é?
RomaA bissexualidade é algo muito, muito antigo. Grandes nomes de Roma eram assumidamente bissexuais e isso era considerado atributo meio que divino. Os césares tinham essa polivalência e isso nada tinha a ver com a qualidade do seu reinado. Muito pelo contrário, os césares eram considerados seres muito acima dos meros mortais, com desígnios especiais. A bissexualidade era simplesmente um plus, não uma aberração. Na era moderna, a cantora Ana Carolina assumiu, há meses, sua bissexualidade em uma famosa revista de veiculação nacional. Essa "confissão" reacendeu a discussão em torno do tema, colocando os fofoqueiros de plantão de butuca à espera do novo bi que aproveitasse a deixa para se revelar ou do novo flagra que pudesse garantir a venda de milhares de exemplares de revistas e folhetins. E daí? Por que é que a sexualidade de alguém ainda é motivo de tanta curiosidade? Se alguém é capaz de sentir prazer com duas pessoas de sexos diferentes a quem mais isso diz respeito senão a ela mesma? Somos cobrados pela nossa conduta, mas isso nada tem a ver com a opção sexual, isso tem a ver com caráter, respeito pelas pessoas e convívio sexual. Somos cobrados por impostos, por boas notas na escola, pelo trabalho que prestamos... pelo que fazemos na nossa intimidade não é da conta de ninguém. Se você questiona pessoas que mantêm a bissexualidade escondido do parceiro, esse assunto também é de caráter. Afinal, a mentira nada tem a ver com a opção sexual.
Meninos e meninas
Há que se considerar que a bissexualidade traz consigo grandes conflitos e é um preço alto. Afinal, quem ama, em geral, quer "exclusividade". É natural de todos os que se relacionam. Aceitar o triângulo pode ser algo realmente desgastante, desgostoso e até obsessivo, dependendo da estrutura emocional dos envolvidos. É preciso estar muito bem resolvido acerca das conseqüências que esta escolha traz para a vida de quem opta pela bissexualidade. Há resultados diários, sociais, pessoais, comportamentais, não há como negar. Há que se administrar conflitos a três e olha que já não é fácil administrarmos os próprios conflitos. E lembre-se que bissexualidade não pode JAMAIS ser confundida com aumento do leque de opções. Assim como os homossexuais, a bissexualidade é mais forte que o indivíduo. É como se ele fosse escolhido e não escolhesse esse caminho. Os desejos são algo que afloram em qualquer ser humano, o que precisamos aprender é como dominá-los e nunca o contrário. Afinal, quem manda em nós somos nós mesmos, não o sexo.
Há que se considerar que a bissexualidade traz consigo grandes conflitos e é um preço alto. Afinal, quem ama, em geral, quer "exclusividade". É natural de todos os que se relacionam. Aceitar o triângulo pode ser algo realmente desgastante, desgostoso e até obsessivo, dependendo da estrutura emocional dos envolvidos. É preciso estar muito bem resolvido acerca das conseqüências que esta escolha traz para a vida de quem opta pela bissexualidade. Há resultados diários, sociais, pessoais, comportamentais, não há como negar. Há que se administrar conflitos a três e olha que já não é fácil administrarmos os próprios conflitos. E lembre-se que bissexualidade não pode JAMAIS ser confundida com aumento do leque de opções. Assim como os homossexuais, a bissexualidade é mais forte que o indivíduo. É como se ele fosse escolhido e não escolhesse esse caminho. Os desejos são algo que afloram em qualquer ser humano, o que precisamos aprender é como dominá-los e nunca o contrário. Afinal, quem manda em nós somos nós mesmos, não o sexo.
Blargh!
Na vida, nos orgulhamos de saber fazer muitas coisas, é natural gostarmos de arroz e feijão, queremos ter dois empregos, duas carreiras, dois carros. Mas, gostar dos dois sexos é demais? Blargh! E o respeito onde fica? O prazer é um labirinto, não cabe a nós dizer o caminho para ele. Blargh! Se você acha que o sexo, o prazer, a realização sexual têm uma trajetória definida para tudo e todos. Não, não tem. O que causa maior polêmica nesse assunto é, muitas vezes, o fato de que bissexuais e homossexuais adotam condutas públicas escandalosas e, por isso, denigrem toda a classe. Mas, isso não quer dizer que todos os bissexuais estão errados. Blargh! Primeiro, porque opção sexual não é certo ou errado, não há uma regra para dizer como você deve ser feliz. Segundo, porque não é a sua escolha que vai definir sua conduta. Isso, antes de tudo, vem de berço. E terceiro porque estamos cheios de ver heterossexuais e figurões defensores da moral e bons costumes com posturas nojentas de agressão, roubo, mentiras e muito mais. Se a opção sexual fosse realmente o que definisse o caráter de alguém, jamais veríamos heterossexuais em situações vergonhosas, atentando contra as mais básicas noções de convívio e respeito ao outro ser humano. Cuidado com as pedras que atira, se você tem telhado de vidro... Blargh! Se você ainda se preocupa com quem o fulano saiu, onde foi, o que fez e a que horas chegou, pois isso é digno de pena. Blargh! Pessoas que se preocupam muito com a vida das outras são muito sozinhas e não conseguem sequer a própria companhia. Tanto que precisam da vida das outras pessoas para viver, pois a vida delas mesmas não faz sentido algum.
Na vida, nos orgulhamos de saber fazer muitas coisas, é natural gostarmos de arroz e feijão, queremos ter dois empregos, duas carreiras, dois carros. Mas, gostar dos dois sexos é demais? Blargh! E o respeito onde fica? O prazer é um labirinto, não cabe a nós dizer o caminho para ele. Blargh! Se você acha que o sexo, o prazer, a realização sexual têm uma trajetória definida para tudo e todos. Não, não tem. O que causa maior polêmica nesse assunto é, muitas vezes, o fato de que bissexuais e homossexuais adotam condutas públicas escandalosas e, por isso, denigrem toda a classe. Mas, isso não quer dizer que todos os bissexuais estão errados. Blargh! Primeiro, porque opção sexual não é certo ou errado, não há uma regra para dizer como você deve ser feliz. Segundo, porque não é a sua escolha que vai definir sua conduta. Isso, antes de tudo, vem de berço. E terceiro porque estamos cheios de ver heterossexuais e figurões defensores da moral e bons costumes com posturas nojentas de agressão, roubo, mentiras e muito mais. Se a opção sexual fosse realmente o que definisse o caráter de alguém, jamais veríamos heterossexuais em situações vergonhosas, atentando contra as mais básicas noções de convívio e respeito ao outro ser humano. Cuidado com as pedras que atira, se você tem telhado de vidro... Blargh! Se você ainda se preocupa com quem o fulano saiu, onde foi, o que fez e a que horas chegou, pois isso é digno de pena. Blargh! Pessoas que se preocupam muito com a vida das outras são muito sozinhas e não conseguem sequer a própria companhia. Tanto que precisam da vida das outras pessoas para viver, pois a vida delas mesmas não faz sentido algum.
Fonte: Meio&Mídia Cult

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