Os triângulos illuminati se multiplicaram e agora se acomodam ao redor do globo.

5 de março de 2011

A primeira vez - Parte 2

Podemos somar a tudo isso, ainda, a hipocrisia da nossa sociedade (aqui é bom lembrar que a sociedade é formada por pais e educadores) que fecha os olhos para tal questão. É mais conveniente que assim seja. Todos sabem que somos seres sexuados. Resta saber se os pais querem fazer parte dessa esfera da vida de seus filhos (esfera saudável e natural, diga-se de passagem) ou se preferem continuar reproduzindo a falsidade e criando seres humanos disfuncionais. Aos educadores resta procurar por informação (o que, percebe-se, ainda é muito difícil encontrar, mesmo em faculdades, lugar do saber) e perceber o seu próprio limite, para poderem passar com segurança, e verdade, o que for perguntado, além de poderem calar quando se sentirem coagidos. 

Ao irem para a cama com o namorado, as meninas levam junto inúmeras questões, além dos hormônios da idade. Muitas vezes, até sabem o que fazer para não engravidar - isso quando não pensam que na 1ª vez não se tem o risco de engravidar - mas não dá muito tempo de pensar nisso. São várias sensações novas que estão sendo descobertas num misto de prazer e agonia. 

Com esse quadro, muitas vezes, a primeira vez é uma 'rapidinha', seja enquanto os pais saíram ou na escada do prédio, na casa daquele primo cujos pais trabalham fora... Dá para se pensar em camisinha? Dá pra descobrir os prazeres de tal encontro? Além disso, menores não entram em motel, não tem direito à privacidade. E, além disso, se pudessem entrar, será que teriam dinheiro? 

Muitas das primeiras experiências são frustrantes, pois além de toda a expectativa em torno do episódio e o medo de ser descoberto, muitas vezes o adolescente não conhece seu próprio corpo e, muito menos, o corpo do parceiro. (acho que esta parte deveria ficar perto daquela parte que fala sobre o conhecimento do corpo....) 

Convém ensaiar, experimentar, partilhar angústias e ansiedades. E pensar que o que é novo e diferente não tem de ser ruim. Pode até não ser exatamente como foi sonhado, mas à medida que a intimidade cresce, pode-se sempre procurar novas emoções. 

Muitos são os adolescentes que têm medo de sentir dor na primeira relação sexual. Na realidade, ela não implica em dor. Os mitos sobre o rompimento do hímen ou da penetração acabam confundindo tal momento. Impulsividade, falta de confiança, medo, ansiedade e o fato de não se sentir preparada para tal momento faz com que a mulher não lubrifique, e os músculos fiquem rígidos. Assim, ficar relaxada é muito importante. Mas quando o casal se sente preparado para uma relação sexual, quando a ocasião é certa e dispõem de tempo só para os dois, basta deixar crescer o desejo, relaxar e curtir o momento com muita calma. 

Estrear na vida sexual é uma escolha individual, e tal decisão deve ser baseada em maturidade. Esse é um momento especial, que por isto mesmo precisa do seu tempo e espaço, sem receio ou pressa. Fazer amor é repartir emoções, sensações, é confiar, amar e desejar. 

Passos importantes: 

· Conversar sobre sentimentos e desejos 

· Informa-se sobre os métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis;

· decidir em conjunto quais os métodos usar; 

· Procurar orientação profissional, para obter instruções importantes a fim de que a vida sexual corra sempre bem. 

E sempre lembrar: 

· Respeito próprio é um dos sinais de maturidade pra você seguir em frente. 

· O código de ética médica obriga que os médicos guardem segredo sobre tudo aquilo que é sabido no exercício de sua profissão.

Fim.  ; )