ALTAS HORAS DA MADRUGADA
Era tarde,muito tarde... As horas rasgavam madrugada adentro,cujo silêncio e a escuridão brincavam de esconde-esconde.
Samira não conseguia mais dormir. Estava entediada,angustiada talvez. A TV,o café e os chocolates causavam mais ansiedade. Era preciso sair daquela multivivenca burguesa,aquele conforto desnecessário que não acrescentava em nada,na sua vida parasitaria.
Vestiu seu vestidinho preto,sandália de salto alto,cabelos ao vento... Desceu à garagem e,no seu Citröen Xsara partiu sem destino. Alguma hora após,o automóvel pára por falta de combustível. Não percebera que estava na reserva,porém,o local era tenebroso,próximo ao cais. Desligou o som,desceu tranqüilamente e dirigiu-se a um armazém abandonado. Ao adentrar naquele recinto escuro e malcheiroso,sentiu uma mão grande e pesada em seu ombro que disse: - Quer ajuda Senhora? Tentou ver quem a era,mas,naquela escuridão,apenas enxergou os dentes grandes,gesticulando numa boca fétida curtida ao álcool. Mal sabia ele que a ajuda que ela precisava era sentimental e não braçal. Algumas vozes soavam ao fundo,no interior do grande imóvel decadente. Ela permaneceu calada,seus pensamentos turvos explodiam de vontades enquanto seu corpo sensível pegava fogo. Mais uma vez ele,o rapaz negro,pergunta se ela estava precisando de ajuda,que viu a hora que seu carro parou e a seguiu porque ali era um lugar muito perigoso... E antes que ele terminasse aquela falácia analfabeta,atirou-se em seu pescoço grosso,beijando firme e se entregando aos mais loucos desejos humanos.
O sem-teto,logo entendeu o que aquela fêmea sedenta queria,segurou-a firmemente pela cintura e,num ato primitivo,arrancou sua calcinha intumescida,introduzindo seus dedos imundos e compridos na sua fenda. Suas mãos seguravam firme naquele mastro seboso e nodoso. O cheiro de suor e aguardente,somado ao perfume francês e o hidratante corporal,exalavam ao ar. Um contraste do preto e o branco,do pobre e do rico,o fétido e o cheiroso,o rude e o culto,o nada e o tudo.
Ele subitamente, agarrou suas coxas lisas e apetitosas e arrastou até seu membro rijo e respeitável e,sem dizer palavra alguma ou esboçar quaisquer delicadezas,penetrou impiedosamente,ela soltou um urro de dor e excitação,ele rosnou feito porco no acasalamento. As línguas,ambas afiadíssimas,procuravam sais degustáveis em peles mutuas;ele saboreava seus mamilos rosados e pontiagudos,ela;lambia seu trapézio saltado a camiseta de propaganda política. O vai-e-vem estava nervoso,vibrante,quando ele,agarrou-a,mais uma vez,com brutalidade,fazendo posicionar de bruços e abrindo todo seu ser,passou a lamber aquele buraquinho cheiroso e suculento,para o delírio da fogosa Samira e a impetuosidade daquele selvagem. Em momento algum ela esboçou medo,entregara-se como nunca havia feito com homem algum e,sem pudor ou melindres deixou aquele sujeito sem nome,sem classe e sem educação,deflora-lhe seu botão de rosa precioso. A dor era imensa,o êxtase gigantesco e o orgasmo que viria a seguir inexplicável. Gozaram em multiplicidade;dentro fora,encima embaixo,no corpo e na alma. Ele acendeu um cigarro barato,fumaram,beberam alguns goles de pinga juntos,em meio aos trapos no chão encardido,empoeirado e repugnante lugar. Ate que,de repente,ela lembrou que tinha casa e marido. Decidiu partir. Não perguntou o nome ou sequer seu paradeiro. Só pediu que a acompanhasse de longe,até um ponto de táxi. Deixou cair propositalmente,três cédulas de cem reais no chão e sorriu para o seu possuidor desconhecido. Com um aceno sutil despediu-se. Ligou para a seguradora do seu veículo importado e antes que alguém duvide desse relato,tirou uma foto de perfil distante,com seu celular,daquele homem barbudo e desqualificado socialmente falando,mas que,por algumas horas,fora extraordinariamente único para ela,uma dama rica e bem sucedida que conheceu a felicidade não no dinheiro do seu ordinário e inexpressivo marido,mas nos braços de um mendigo de rua.
Russolini
Ele subitamente, agarrou suas coxas lisas e apetitosas e arrastou até seu membro rijo e respeitável e,sem dizer palavra alguma ou esboçar quaisquer delicadezas,penetrou impiedosamente,ela soltou um urro de dor e excitação,ele rosnou feito porco no acasalamento. As línguas,ambas afiadíssimas,procuravam sais degustáveis em peles mutuas;ele saboreava seus mamilos rosados e pontiagudos,ela;lambia seu trapézio saltado a camiseta de propaganda política. O vai-e-vem estava nervoso,vibrante,quando ele,agarrou-a,mais uma vez,com brutalidade,fazendo posicionar de bruços e abrindo todo seu ser,passou a lamber aquele buraquinho cheiroso e suculento,para o delírio da fogosa Samira e a impetuosidade daquele selvagem. Em momento algum ela esboçou medo,entregara-se como nunca havia feito com homem algum e,sem pudor ou melindres deixou aquele sujeito sem nome,sem classe e sem educação,deflora-lhe seu botão de rosa precioso. A dor era imensa,o êxtase gigantesco e o orgasmo que viria a seguir inexplicável. Gozaram em multiplicidade;dentro fora,encima embaixo,no corpo e na alma. Ele acendeu um cigarro barato,fumaram,beberam alguns goles de pinga juntos,em meio aos trapos no chão encardido,empoeirado e repugnante lugar. Ate que,de repente,ela lembrou que tinha casa e marido. Decidiu partir. Não perguntou o nome ou sequer seu paradeiro. Só pediu que a acompanhasse de longe,até um ponto de táxi. Deixou cair propositalmente,três cédulas de cem reais no chão e sorriu para o seu possuidor desconhecido. Com um aceno sutil despediu-se. Ligou para a seguradora do seu veículo importado e antes que alguém duvide desse relato,tirou uma foto de perfil distante,com seu celular,daquele homem barbudo e desqualificado socialmente falando,mas que,por algumas horas,fora extraordinariamente único para ela,uma dama rica e bem sucedida que conheceu a felicidade não no dinheiro do seu ordinário e inexpressivo marido,mas nos braços de um mendigo de rua.
Russolini