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Por Nathalia Ziemkiewicz
À meia noite do último sábado, enquanto eu assistia ao espetáculo de cores diante da varanda, tive um insight. Vai ver foi o clarão dos fogos que iluminou as ideias. Eu podia explodir de alegria e brindar e beijar na boca e declarar meu amor. Mas, por um motivo muito pessoal, percebi que muita gente ali perto – e no mundo todo – não podia fazer o mesmo. Lembrei de alguns amigos(as) gays. Dos que não encontram formas para se assumirem e sofrem muito com isso. Dos que preferem conter suas demonstrações de afeto para não encarar os olhos esbugalhados do preconceito.
E porque é tempo de renovar as esperanças, recuperei esses vídeos da campanha “It Gets Better” (ou “As Coisas Vão Melhorar”, em tradução livre do inglês). Ela surgiu em 2010, depois de notícias que denunciavam bullying e suicídio entre jovens homossexuais. Funcionários de empresas como Pixar, Google, Facebook e Apple aderiram ao movimento e gravaram depoimentos sobre as dificuldades que tiveram por causa de sua orientação sexual. E por que valeu a pena enfrentá-las. Se o leitor tiver dez segundos, peço que adiante este primeiro vídeo para o tempo de 5:40.
O funcionário da Pixar começa o relato dizendo que, na semana anterior, completara seis anos ao lado de seu parceiro. Que eles têm um gato e um apartamento adorável. Então se emociona: “Abro a porta e sei que ele está lá. Eu o beijo e o abraço quando entro. Isso me traz muita felicidade”. Aí vem a grande questão: qual a diferença entre o que esse rapaz sente quando encontra o marido em casa e o que eu sinto quando abro a porta e abraço o meu? NENHUMA. Se o amor e o desejo são iguais, por que continuam atrás das diferenças entre héteros e gays?
Pior que eles não são uma ridícula exceção: 76 países recorrem a leis para incrimar comportamentos com base na orientação sexual e na identidade de gênero. A boa notícia é que, pela primeira vez, o conselho de direitos humanos da organização mundial condenou a violência e a discriminação contra os gays. Exigiu que os governos protejam essa parcela, revisando a legislação de seus países. Tomara que, no próximo reveillon, a gente possa brindar mais reações como a deste garotinho (em vídeo que bombou na web). “Vocês são marido e marido (…) Então isso significa que vocês se amam!”
Esse blog é tão fodinha,rsrs. Amei o texto. :)
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