Os triângulos illuminati se multiplicaram e agora se acomodam ao redor do globo.

27 de agosto de 2012

Filosofia Escrachada: SÓ PARA MENINAS por Camila Pascoal


Eu estou numa fase meio sem inspiração esses dias, mas é porque estou muito feliz e eufórica e felicidade e euforia não me inspiram, pois geralmente quando estou com esses sentimentos à flor da pele, paro de pensar e de refletir, apenas sinto, me divirto, me entrego e vivo. Isso é bom, eu acho muito bom. Mas sou uma feliz romântica e quando pego pra escrever nessas épocas de extrema felicidade sai um melodrama infinito, capaz de desembestar o intestino do maior adepto de Activia.  Então, eu simplesmente não escrevo. Só me volto à escrita quando percebo que meu espírito se aquietou, e eu estou triste, com saudade do preenchimento de risos no meu coração. Aí eu escrevo, aí eu percebo como é bom estar bem consigo, com a vida, com o tempo e como fases tristonhas nos mostram como isso deve ser valorizado. Nós humanos e nossa mania de amar somente aquilo que nos escapa entre os dedos...
Mas eu rodeei, rodeei, rodeei, rodeei e não falei a que vim. Na verdade isso foi um interlúdio para o assunto de hoje, uma introdução na verdade feita para vocês entenderem o motivo da falta de romantismo tão presente na maioria das publicações – exceto na anterior, feita no Dia do Rock – e para mim. Para eu justificar a mim mesma porque vou abordar um assunto que não gosto de falar explicitamente, mas que hoje acho importante citar devido a uns assuntos que ouvi por aí, com uma moçada bem louca do Brás.
Provavelmente muitos vão ler e pensarão: “essa garota é uma idiota e quer ensinar padre a rezar”, mas como esse blog é voltado a um público jovem e eu já não estou mais tão jovenzinha assim, acho que é uma boa deixa para eu dar uma de mãe chata e careta que pega no pé.
Aí vai...
Você se imagina sem mãos? Você se imagina sem pés? Você se imagina sem olhos? E sem órgãos genitais, você se imagina? Eu não! Sem mãos eu não pego, não escrevo, não sinto, sem pés eu não ando, não me movo, não corro... Sem órgãos genitais eu não teria a minha maior e melhor fonte de prazer. Sim, estou falando de sexo. Sim, eu adoro esse negócio. E não me venha com essa de que não sabe do que eu estou falando, porque venho de uma família beeeeeeeem conservadora, mas me lembro de ter a primeira curiosidade sexual aos 5 anos de idade. Isso não tem nada a ver com malícia, nem com maldade, tem a ver com você ganhar um irmãozinho e descobrir que ele não tem uma “periquita” e sim uma “torneirinha”.
Pois bem, estava na entrada de um colégio e me aproximei da lanchonete quando escuto a conversa de umas garotinhas de 16 anos aproximadamente. A conversa era sobre sexo, mas numa vertente completamente deturpada e a coisa que eu ouvi, que mais me assustou foi: “antes a terra me comer, vou ser muito bem comida por aí! Não quero saber seu nove, quero saber do seu instrumento.”. Hã? Hein? Cuma? Garotinha, você tem mãe? Ela sabe dessa sua falta de moral aí?
Ok, provavelmente eu estou exagerando, mas sinceramente, se eu sonhasse que minha irmã de 6 aninhos diria algo com  0,2%  dessa baixeza daqui a 10 anos, a mandaria para um convento agora! Não que isso resolvesse, mas tomaria uma atitude desesperada e cega.
Não tenho nenhum tabu nem restrição quanto ao ato, mas é assim: é meu corpo, meu cartão de visitas, o único bem que não podem me tirar, então deve ser no mínimo muito bem tratado. Você não será comida, e nem será por aí. Não é porque na TV aparece a menina popular do colégio transando com um cara que a insulta que você vai fazer isso na vida real. Você não precisa ser popular, você não precisa transar com mais de um cara e sua vida sexual não precisa começar assim que sua menarca acontecer. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Comecei minha vida sexual bem cedo, mas nem por isso foi inconsciente. Hoje em dia esperaria mais um pouquinho... O ginecologista é um incômodo que eu adoraria ter adiado. Visitas frequentes são incômodas e você vai adorar ter 18 anos para conhece-lo, 16 não é o ideal! E assim, conhecer um absorvente e aprender a lidar com ele é tarefa suficiente pra incomodar sua vida por uns 2 anos.
Eu tenho orgulho de mim e orgulho da minha liberdade. Poderia ter engravidado cedo, ou adquirido uma doença indesejável, mas optei por um prazer real. Sexo é prazeroso desde que o limite do (a) seu (ua) parceiro (a) termine onde o seu começa. Se ame, se descubra, se compreenda, para depois querer sentir esses afetos por outra pessoa. Se você não se respeita jamais será capaz de respeitar seu semelhante, muito menos de fazer com que ele te respeite. Sexo precisa sim de hora certa e de pessoa certa. Se você fizer com a pessoa errada vai te causar frustrações que te fecham de forma a te cegar para outra pessoa que seja certa e te descubra no teu momento correto.
Não existe sexo por conveniência. Conveniente mesmo é você tomar um banho, se olhar nua no espelho, fechar os olhos e reviver o toque carinhoso, descobridor, revelador, mas respeitoso de quem foi digno de se deitar na sua cama. Aventura não tem nada a ver com beijar um cara na balada, ser levada para um beco escuro e depois correr para o banheiro para secar as vergonhas. Isso é falta de amor próprio. Aventura para mim é quando algo te dá frio na barriga, por ser perigoso, não sujo, por te trazer adrenalina antes, durante e depois, não uma vergonha reprimida.
Não sou adepta do “case pra me ter”, sou adepta do “querer não é poder, mas amar sim” e do “é você que tem que provar que me merece e não o contrário”. Numa época em que a mídia prega a poligamia e as mulheres são medidas pela largura de seu quadril é difícil se manter íntegra. Mas da mesma forma que eu não me importo em ser exemplo de integridade social, não me importo em ser taxada de ”fornicadora”. Só eu sei das mãos que me apalparam, das pernas que me laçaram e do corpo que já aqueceu o meu.
Perda de virgindade é a sua porta para o prazer sexual, não para a promiscuidade desmedida. Amar-se é o segredo. O resto é só especulação. Faça sexo com quem te respeite, pois o respeito vem antes do amor. No fim das contas o tamanho do instrumento é pura relatividade e você vai adorar saber o nome daquele cara que abriu a porta do carro pra você,  e brindou o jantar com um belo café da manhã, mesmo que você não espere a ligação do dia seguinte!
Agora, se já achou seu respeitador, capriche na lingerie e se lembre da camisinha! A vida está apenas começando! 
Camila Pascoal

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